Honda parece finalmente sair a flote, como o demonstra o último teste de Sepang. Embora a distância para os líderes continue a ser preocupante, os pilotos da marca nipónica, Joan Mir e Luca Marini, destacam melhorias significativas, embora um ponto crucial continue a ser aperfeiçoado: a aderência.

Testes encorajadores em Sepang

Durante o recente teste de Sepang, a Honda mostrou sinais de progresso indiscutíveis. Joan Mir, depois de terminar como o único representante da marca no top 10, sublinhou os avanços enquanto assinalava uma diferença de 0″866 com Álex Márquez. Embora a distância continue a ser considerável, o espanhol mostra-se otimista: “A minha confiança na moto está a progredir, está a aumentar, e quando se coloca um pneu novo, isso traduz-se num bom tempo”.

Mir não se deteve num avanço revolucionário, mas sim em pequenas evoluções em diferentes áreas. “Está ligeiramente melhor em todos os aspectos, mais ou menos”, resumiu, insistindo que ainda há caminho a percorrer.

Comentários positivos de Marini

Luca Marini também observou melhorias “por toda a parte”, elogiando os esforços da Honda. “Para todos os fabricantes, é impossível trazer um protótipo completamente novo, são melhorias de pequenos detalhes que permitem que a moto progrida em muitos aspectos da condução”, explicou. Marini ficou satisfeito com as peças disponíveis durante o teste de Valência, sublinhando que “os japoneses fizeram um trabalho fantástico este inverno”.

Adicionou que a velocidade máxima, a travagem e o comportamento nas curvas melhoraram. No entanto, reconhece que ainda há trabalho a fazer para otimizar esses avanços: “Ainda podemos trabalhar no que já melhorámos, para estarmos prontos para a primeira corrida”.

Honda: Progressos notáveis mas uma aderência ainda em questão

Luca Marini aprecia as novidades trazidas à Honda.

A aderência, o ponto fraco da Honda por enquanto

Quando se trata do que ainda falta à Honda, Joan Mir e Luca Marini partilham o mesmo diagnóstico: “Aderência. Estamos ainda muito longe em termos de aderência.” Mir explica que “a aderência não é ainda fantástica, é preciso melhorá-la”. De facto, todos os pilotos observam que as motos se tornam muito semelhantes, e é crucial para a Honda destacar-se.

Johann Zarco, por sua vez, aborda esta problemática de outro ângulo. Embora sinta uma melhoria na moto, admite que ainda lhe falta aderência na aceleração. “O motor, creio que tem menos fricção, é verdade que pedala muito mais – é agradável, de facto”, declarou durante uma entrevista. Segundo ele, o circuito de Sepang também poderia influenciar esta perceção.

Honda: Progressos notáveis mas uma aderência ainda em questão

Johann Zarco percebe progressos na Honda.

Zarco também deseja controlar melhor o comportamento da moto à medida que os pneus se desgastam. Para ele, esta questão da aderência é essencial: “Isso é o que eu gostaria de controlar. Tive dificuldades na corrida de outubro.” A melhoria na gestão dos pneus poderia ser a chave para dar à Honda uma vantagem competitiva.

Um motor agora muito potente

Apesar das preocupações sobre a aderência, os pilotos da Honda estão satisfeitos com o desempenho do seu motor. Mir espera uma evolução aerodinâmica para Buriram, enquanto a Honda, agora privada das concessões de categoria D, não pode fazer evoluir o seu motor. No entanto, foram notadas melhorias periféricas.

Luca Marini sublinhou o bom trabalho realizado pela Honda este inverno. “Já o ano passado, a última especificação marcou um grande avanço e agora, há um pequeno progresso mais”, declarou. No entanto, insiste que “a moto nunca tem potência suficiente!”

Honda: Progressos notáveis mas uma aderência ainda em questão

Luca Marini sente que a Honda já não tem problemas de potência.

Johann Zarco, na LCR, também partilhou esta opinião: “Com um bom motor, pelo menos podemos entrar rápido na curva, falhar a curva e sair de novo. [risos]”. Notou uma melhoria significativa na aceleração e espera que a Honda possa fechar a distância com os seus concorrentes.

No geral, Mir estima que a Honda versão 2026 já está bem definida: “Acho que sim, porque a minha base atual é boa, os tempos mostram que a base é boa.” No entanto, continua a estar consciente de que ainda há pontos a melhorar, especialmente no que diz respeito ao comportamento com pneus desgastados.

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