Em Sepang, Pedro Acosta pôs os pés no prato, revelando uma KTM que parece finalmente estar no bom caminho. Mas por trás deste sorriso, o espanhol mantém um espírito crítico: progressos, sim, mas ainda sem milagres. A concorrência, especialmente a Ducati, continua a ser temível.
Avanços notáveis para a KTM
Ao chegar a Sepang, Pedro Acosta alegrava-se por ver a KTM trazer uma multitude de novidades, bem longe do ano anterior onde a marca estava impedida por dificuldades financeiras. No entanto, sempre exigente, não se contentava com um simples catálogo de peças; esperava que estas melhorias fossem realmente eficazes. Questionado sobre a sua satisfação face a esta avalanche de novidades, a sua resposta não deixava grande espaço para a ambiguidade: “Eu dir-lhe-ei no terceiro dia”, disse ele, cortante. “Se não formos rápidos, este trabalho não serve para nada.”
Um chassis promissor
Acosta expressou um sentimento otimista em relação ao novo chassis da KTM. “É um grande progresso em relação à temporada passada. Ser surpreendido é uma coisa, mas estar satisfeito é outra”, insistiu. O piloto constatou avanços significativos: “Eles trabalharam muito e trouxeram exatamente o que pedimos. Com este chassis, parecem ter acertado na mosca.”
O sorriso de Acosta era palpável após cada dia de teste. Na terça-feira, sentiu uma evolução positiva com o novo chassis: “Acho que está resolvido para o chassis. Teremos de ver o que os outros dizem, mas estou bastante contente.”

Gestão do pneu e aerodinâmica
Na quarta-feira, Acosta testou a antiga moto com a configuração aerodinâmica de 2026. Ele também notou progressos, nomeadamente na gestão do pneu traseiro após várias voltas, um ponto negro para a KTM no final da temporada passada. “Foi uma manhã solitária, a tentar tomar decisões. Parece que funcionou. Estamos a ir na direção das outras marcas em termos de ailerons na moto. Estou bastante contente”, declarou.
Ele acrescentou: “A moto parece mais estável e quando o pneu se degrada, é mais constante.”
Uma moto mais acessível
Acosta tem dificuldade em identificar um ponto de melhoria preciso, mas felicita-se sobretudo pela facilidade de manuseio da moto. “É apenas mais rápida. É bastante difícil dizer que uma coisa torna mais rápido, mas no final, a moto funciona um pouco melhor”, afirmou. Segundo ele, a KTM 2026 parece mais natural, facilitando os tempos sem necessitar de ataques a 100%. “No ano passado, a esta altura, já tinha caído cinco vezes em dois dias. É bom ter algo que facilite a vida.”
Um olhar nuançado sobre a concorrência
Apesar destes sinais positivos, Pedro Acosta mantém-se prudente quanto à capacidade da KTM de rivalizar com os líderes do pelotão. “Não foi mau como o teste do ano passado. Acho que a Ducati ainda está um passo à frente, mas a moto funciona melhor”, precisou, mantendo um olho na competição.

Objetivos para o futuro
Acosta expressou o seu objetivo para os próximos testes: “Agora, o meu objetivo é trabalhar na velocidade pura na Tailândia. Aqui, eu realmente não queria cair, queria passar tempo na pista e tentar ser o mais rápido possível sem cometer erros”. Ele fez um balanço satisfatório do seu teste em Sepang, destacando os progressos realizados pela KTM e a sua abordagem pessoal eficaz.
Para concluir, ele notou a sua satisfação com um modesto “Eu daria um 6/10 para avaliar a minha satisfação. Estou contente com a minha prestação, com a forma como gerimos as coisas na garagem.”


