A tensão estava palpável na Yamaha esta semana em Sepang, quando Fabio Quartararo sofreu uma lesão e teve de deixar a pista para se dirigir à Europa. Além disso, um problema de motor inesperado mergulhou o construtor na incerteza. Mas após análises aprofundadas, a luz foi finalmente feita, permitindo à equipa retomar os seus testes e aliviar um pouco a pressão.
Uma semana de reviravoltas
Na semana passada em Sepang, tudo parecia bem encaminhado para a Yamaha. No entanto, o destino decidiu fazer das suas. Na terça-feira, Fabio Quartararo, o piloto estrela da equipa, lesionou-se, deixando a sua equipa em expectativa. Embora tenha conseguido um retorno temporário à pista, teve rapidamente de fazer as malas para se tratar na Europa. Como cereja no topo do bolo, durante o seu regresso, surgiu um problema de motor, semeando o desassossego na Yamaha.
Problemas técnicos inesperados
O cerne do problema reside no novíssimo motor V4 da Yamaha, que substitui o histórico quatro cilindros em linha. Esta mudança radical deveria trazer uma nova dinâmica à equipa, mas a origem do problema encontrado não pôde ser identificada imediatamente. Temendo uma nova quebra potencial, a Yamaha tomou a sábia decisão de cancelar toda a atividade na pista no dia seguinte.
Um regresso à pista salvador
Enquanto a dúvida se instalava sobre a capacidade de ver as M1 em ação esta semana, os engenheiros baseados no Japão e na Itália conseguiram detectar a fonte do problema. “Esta manhã, quando recebemos a informação do Japão, estávamos realmente aliviados”, confidenciou Massimo Meregalli, o team manager da equipa Yamaha oficial, a um site especializado do MotoGP. Esta declaração testemunha a pressão que pesava sobre os ombros da equipa.

Análise e precauções
Meregalli também mencionou a confusão gerada por esta avaria: “Mais do que grande, foi realmente inesperado e desconhecido. É um problema que nunca tivemos e, portanto, era muito importante para nós compreendê-lo.” Apesar deste contratempo, a equipa conseguiu retomar os testes na quinta-feira, mas com cautela. “A Yamaha disse-nos que podíamos andar, mas com atenção, mantendo a calma”, declarou Álex Rins, outro piloto da equipa.
Testes que recomeçam com vigilância
Os pilotos foram convidados a cuidar das suas máquinas. “Não podemos fazer muitos, muitos voltas”, precisou Rins. No entanto, ele também tranquilizou ao afirmar que “Eles estão confiantes de que o problema está sob controlo.” As esperanças estão agora voltadas para o próximo Grande Prémio na Tailândia, onde os pilotos terão mais motores para testar os seus limites.
Uma situação delicada, mas gerível
Este contratempo surge num momento em que se sabe que Quartararo pode deixar a equipa, mas Meregalli permanece sereno. “Não penso que [o que aconteceu] ontem impacte a menor decisão. Estamos apenas à espera, pois sempre dissemos que as discussões poderiam começar após este teste.” Uma declaração que mostra que, apesar das incertezas, a Yamaha permanece determinada a avançar.

Balanço e perspetivas
No final, esta semana tumultuosa pode muito bem ser um mal para um bem. A capacidade da equipa de gerir esta crise técnica demonstra a sua resiliência. “Teríamos esperado que eles conseguissem compreendê-lo mais cedo e que pudéssemos retomar já à tarde, mas o mais importante é que o problema parece resolvido”, concluiu Rins. Daqui a duas semanas em Buriram, os pilotos estarão prontos para recuperar o tempo perdido e provar que a Yamaha V4 está pronta para conquistar a pista.


