Johann Zarco iniciou a temporada de 2025 com grandes ambições, almejando o top 5. No entanto, após um 11º lugar em Buriram e uma nona posição em Goiânia, decidiu rever os seus objetivos para baixo. Consciente das limitações da sua Honda, o piloto francês adota agora uma abordagem mais pragmática.

Um balanço misto a rever
Após os testes de inverno, o otimismo era elevado para Johann Zarco. “Pensava que poderia lutar pelos primeiros lugares,” confidenciou. Mas a realidade das primeiras corridas foi menos favorável. Com um 11º lugar em Buriram e um resultado ligeiramente melhor em Goiânia, percebeu que as suas expectativas eram demasiado ambiciosas. “Aceito o que vier,” admitiu numa entrevista à Motorsport.com, reconhecendo que a imagem das duas primeiras corridas não estava à altura das suas esperanças.
Para evitar cair numa espiral negativa, Zarco decidiu adotar uma abordagem mais ponderada: “Quero continuar este trabalho metódico com a equipa, sem exagerar.” Este método permitiu-lhe gerir melhor as suas expectativas e concentrar-se em cada corrida.
Austin: entre desafio e oportunidade

Johann Zarco quer progredir passo a passo em Austin.
Austin é um circuito que sempre lhe trouxe dificuldades. De facto, só conseguiu alcançar o top 5 uma vez neste traçado, nas suas estreias em 2017. Desta vez, aborda a pista com a vontade de não temer mais esta prova: “É uma pista muito técnica e quero aproveitar a minha experiência.” Uma experiência que pode fazer a diferença enquanto procura melhorar o seu comportamento no circuito texano.
Zarco deseja tirar partido do seu passado para não se deixar sobrecarregar pela pressão: “Nos últimos anos, tive muitas dificuldades. Talvez estivesse a concentrar-me demasiado em mim mesmo.” Isso traduziu-se numa perda de controlo da moto nas curvas difíceis, um aspeto que espera dominar este ano.
Uma preparação refletida
Para esta corrida, o piloto francês decidiu adotar um método mais refletido. “Vou dedicar tempo a ajustar a moto e a discutir com a equipa entre as sessões.” Esta abordagem permite-lhe analisar cada elemento sem se precipitar nos ajustes. Ele também aposta no regresso ao pneu traseiro considerado “normal”, ao contrário dos pneus reforçados utilizados anteriormente.
“Acho que não considerei suficientemente esta construção do pneu traseiro nos últimos anos,” explica Zarco. A sua capacidade de compreender melhor o comportamento destes pneus na sua moto poderá ser crucial para ter sucesso em Austin.
Um desafio mental a superar
Austin continua a ser um desafio não só técnico, mas também mental para Zarco. “Se me perguntassem qual é a pista mais difícil do ano, eu diria sempre Austin,” reconhece. No entanto, desta vez, esforça-se para mudar a sua mentalidade: “Não abordo Austin a pensar que é difícil.” Pelo contrário, quer controlar as suas emoções para não ceder ao stress.
Esta gestão das emoções é fundamental para um piloto que deve lidar com os imprevistos de uma corrida. A capacidade de permanecer concentrado e desapegado pode fazer toda a diferença entre uma boa performance ou um resultado dececionante.
Em resumo
- Zarco renuncia ao top 5 para evitar a pressão.
- Austin representa um desafio técnico e mental.
- Adota uma abordagem metódica com a sua equipa.
- A escolha dos pneus pode influenciar a sua performance.
- Gerir as suas emoções será crucial para o francês.
