Uma nova aliança se anuncia como um ponto de virada para a indústria automobilística. A FAW, o gigante chinês, investe 420 milhões de euros na Leapmotor, um fabricante promissor. Esta parceria pode muito bem impulsionar a Stellantis a novos patamares, enriquecendo seu portfólio de modelos elétricos e híbridos recarregáveis.
Um investimento ambicioso
Na China, uma colaboração ousada acaba de ser selada. O grupo FAW, detido pelo Estado, decidiu injetar uma quantia colossal de 420 milhões de euros na Leapmotor. Esta iniciativa visa desenvolver novos modelos que verão a luz do dia já no próximo ano, com uma primeira apresentação prevista para 2027 ou, no máximo, 2028. Este investimento não é apenas uma transação financeira, mas um verdadeiro impulso para a inovação no setor elétrico.
Trabalho em elétricos, EREV e PHEV
A cooperação entre FAW e Leapmotor não surge do nada. As duas empresas já haviam discutido a possibilidade de unir forças há vários anos. Em agosto passado, chegou-se a falar de uma participação de FAW de 10% na fabricante com sede em Hangzhou. Finalmente, as relações se intensificaram, com FAW adquirindo 5% da Leapmotor graças à compra de quase 75 milhões de ações ao preço de 50,03 yuans (cerca de 6,04 euros).

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Esta parceria ambiciosa permitirá desenvolver veículos com baixo impacto ambiental, incluindo modelos elétricos, com extensão de autonomia e híbridos recarregáveis. A distribuição dos fundos é clara: 50% do investimento, ou cerca de 210 milhões de euros, será dedicado à pesquisa e ao desenvolvimento. 25% financiarão o fundo de giro para objetivos gerais, enquanto os 25% restantes servirão para expandir a rede de vendas e assistência. Mas qual é o papel da Stellantis nesta dança?
- Pesquisa e desenvolvimento: 210 milhões de euros
- Integração do fundo de giro: 105 milhões de euros
- Extensão da rede de vendas e assistência: 105 milhões de euros
Stellantis pode se beneficiar
Stellantis, que já investiu massivamente na Leapmotor, detém 51% da Leapmotor International, a empresa responsável por comercializar os veículos além das fronteiras chinesas. A aceleração do desenvolvimento de novos modelos graças à contribuição da FAW se mostra promissora para o grupo italo-francês. Uma oportunidade para enriquecer seu portfólio em plena transformação.

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Esta aliança não apenas ampliará a oferta da Leapmotor, que atualmente consiste em dois SUVs, o B10 e o C10, além do compacto T03, mas também poderá dar acesso a tecnologias desenvolvidas na China que poderão ser aproveitadas em outros modelos dentro do grupo Stellantis. Isso pode parecer futurista, mas é inegável que os equilíbrios globais em mobilidade estão evoluindo rapidamente, e os carros chineses se afirmam como uma alternativa cada vez menos marginal no velho continente.
