A Lotus está a preparar o regresso de um dos seus modelos mais icónicos, a Esprit, e fê-lo com uma aposta forte na sua própria engenharia. A futura supercarro britânica será equipada com um novo motor V8 desenvolvido internamente, marcando uma nova fase para a marca e para o seu modelo de referência.
Para os entusiastas de automóveis desportivos, a notícia é de peso: a próxima geração da Lotus Esprit promete ser um regresso às origens, mas com um toque de modernidade. A marca de Hethel decidiu abandonar a dependência de motores de fornecedores externos, como a Mercedes-AMG ou a Toyota que equipam a atual Emira, para voltar a colocar o coração dos seus futuros modelos sob a sua própria égide. Esta decisão estratégica redefine o caráter das suas criações mais emblemáticas.
Um V8 de casa para reencontrar a alma desportiva
Feng Qingfeng, o CEO da Lotus, confirmou a mudança na estratégia de motorização da marca. A futura Esprit, conhecida internamente pelo código Type 135, contará com um V8 completamente novo. Este motor é o resultado de uma colaboração inédita entre a Lotus, a Geely e a Renault, no âmbito da empresa conjunta Horse, focada no desenvolvimento de grupos motopropulsores.
O objetivo é claro: recuperar uma identidade mecânica forte e adaptada. Embora os detalhes técnicos deste novo V8 ainda sejam escassos, a Lotus faz questão de sublinhar dois aspetos cruciais para um desportivo: um peso reduzido e dimensões compactas. Estes critérios são fundamentais para manter a agilidade que sempre caracterizou a marca e assegurar um comportamento dinâmico de excelência.

Exclusividade desportiva para a Lotus
Este V8 de nova geração não será exclusivo da Lotus. Está previsto que também venha a equipar outros veículos do vasto portefólio do grupo Geely, incluindo SUVs. No entanto, a marca britânica assegura uma utilização prioritária para os seus modelos desportivos. Esta abordagem permite partilhar os custos de desenvolvimento, garantindo ao mesmo tempo que o coração das suas futuras superdesportivas bata ao ritmo de uma engenharia pensada para a performance pura.
Embora o nome oficial do futuro modelo ainda não esteja definido, tudo indica que será o renascimento da mítica Lotus Esprit. A empresa chegou a divulgar esta informação recentemente, talvez de forma não intencional. O regresso desta designação icónica seria um excelente golpe de marketing para assinalar esta nova era.
Uma viragem estratégica para a Lotus
Esta mudança de rumo representa uma rutura significativa com o passado recente da Lotus. Durante anos, a marca dependeu de fornecedores externos para os seus motores a combustão, uma solução prática para reduzir custos e acelerar o desenvolvimento. Contudo, esta dependência limitava a capacidade da Lotus de imprimir a sua própria assinatura mecânica, um elemento central do seu ADN.
Ao desenvolver o seu próprio V8, a Lotus reafirma a sua ambição de controlar toda a cadeia de conceção, desde a plataforma até ao grupo motopropulsor. Isto abre caminho a uma personalização mais profunda do desempenho e do caráter do motor, elementos cruciais para um desportivo desta magnitude. O desafio é considerável: reconquistar os puristas e, ao mesmo tempo, atrair uma nova clientela seduzida pela ideia de uma supercarro autenticamente britânica.
Os desafios de uma nova motorização
O desenvolvimento de um novo V8 acarreta um desafio tecnológico e financeiro significativo. É necessário não só garantir um desempenho de ponta, mas também cumprir as normas de emissões cada vez mais rigorosas. A colaboração com a Horse surge, assim, como uma resposta inteligente para partilhar riscos e beneficiar da experiência de parceiros sólidos.
Resta saber qual será a potência exata e o binário entregues por este novo bloco. Mas, conhecendo a Lotus, o foco estará na eficiência e na leveza, em vez de apenas na potência bruta. O equilíbrio entre desempenho, peso e agilidade será, como sempre na marca, a palavra de ordem.
O que esperar da futura Lotus Esprit
- Um V8 inédito: A Lotus abandona os motores externos em favor de um bloco de engenharia própria, desenvolvido com a Horse (Geely/Renault).
- Regresso da Esprit: O nome icónico deverá marcar o seu grande regresso nesta nova geração.
- Prioridade à agilidade: O novo V8 será concebido para ser leve e compacto, preservando o dinamismo lendário da Lotus.
- Estratégia de marca: Esta decisão assinala a vontade de recuperar uma forte identidade mecânica e de ter maior controlo sobre a produção.
- Versatilidade de uso: O motor destina-se também a outros modelos do grupo Geely, nomeadamente SUVs.
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