Desporto automóvel

Circuito de Goiânia volta a ter problemas no asfalto após obras urgentes

O circuito brasileiro de Interlagos, que acolheu o Grande Prémio de MotoGP em março passado, tem de fechar novamente para obras urgentes. Novos problemas surgiram no piso recém-refeito, levantando questões sobre a qualidade das reparações e a capacidade da pista para receber competições de alto nível.

Goiânia, o circuito amaldiçoado do MotoGP?

Mal se ouviu o rugido dos motores de MotoGP a desvanecer-se, o asfalto de Goiânia volta a ranger. O Autódromo Internacional Ayrton Senna, inaugurado com grande pompa para o regresso do Grande Prémio do Brasil após 37 anos de ausência, encontra-se já numa situação delicada. No último fim de semana, durante uma corrida de stock-car, surgiram novos defeitos na pista, obrigando os organizadores a ponderar um novo encerramento já em junho para reparações de emergência.

Um verniz rachado sob a chuva e o uso

Estes novos desordens surgem na sequência de uma série de problemas ocorridos durante o fim de semana do Grande Prémio de MotoGP em março. Apesar de um repavimentação completa, que deveria garantir uma pista impecável, as motos de Grande Prix revelaram as falhas do novo asfalto. Um buraco abriu-se na reta principal, enquanto ondulações preocupantes apareceram na curva 4, e um desgaste prematuro marcou as curvas 11 e 12. Estas degradações foram atribuídas à falta de tempo para um endurecimento ótimo do asfalto, colocado à pressa para cumprir o calendário da FIM.

A corrida contra o tempo por um piso dentro das normas

Após o MotoGP, o circuito esteve fechado durante 45 dias para uma repavimentação completa. O objetivo era dar ao novo piso o tempo necessário para endurecer corretamente. Esta intervenção levou mesmo ao adiamento de uma prova da Porsche Cup. O circuito reabriu as portas para uma corrida de stock-car no último fim de semana, mas os problemas persistem. Novos defeitos, nomeadamente na curva 5, foram constatados, confirmando que o mal é mais profundo do que um simples contratempo passageiro.

Reparações provisórias para salvar as aparências

Antes da confirmação das novas obras, o circuito permanecerá aberto para acolher competições locais, como o campeonato brasileiro de Moto 1000 GP e o campeonato de turismo Marcas e Pilotos Centro-Oeste. Foram implementadas medidas provisórias para garantir a realização destes eventos e assegurar a segurança dos pilotos. Trata-se de uma solução de recurso, que não resolve o problema de fundo: a qualidade e a durabilidade do piso.

O Estado brasileiro assume o controlo

Perante esta situação preocupante, o secretário de Estado do Desporto e Lazer do Estado de Goiás, Welington Peixoto, anunciou novas reparações. “As obras de reparação do asfalto durarão três dias, mas é preciso dar tempo ao asfalto para endurecer. É precisamente o endurecimento que não foi satisfatório e que explica que tenha começado a deteriorar-se”, declarou ao jornal O Popular. O Estado pretende notificar as empresas responsáveis, Interpub e JZ Engenharia, e solicitou duas peritagens técnicas independentes para esclarecer totalmente estas falhas.

O que reter desta situação?

  • Um circuito sob pressão: O circuito de Goiânia, apesar da sua recente renovação, esforça-se por satisfazer as exigências das competições de alto nível, nomeadamente no MotoGP.
  • A questão do piso: O endurecimento insuficiente do asfalto parece ser a causa principal das degradações, levantando dúvidas sobre a qualidade dos trabalhos realizados.
  • Reparações em cascata: Os novos problemas surgidos durante corridas locais indicam que o circuito terá de fechar novamente portas para trabalhos corretivos.
  • O impacto no calendário: Estas interrupções repetidas poderão afetar a organização das futuras competições e a reputação do circuito.
  • A responsabilidade dos intervenientes: O Estado de Goiás decidiu realizar peritagens para determinar as responsabilidades e evitar que a situação se repita.