O campeonato do mundo de resistência arranca finalmente a sua temporada de 2026, após um adiamento devido a problemas geopolíticos. O Prologue, que teve lugar recentemente em Imola, foi o palco de uma demonstração brilhante da parte da Ferrari, que conseguiu dois triplos durante os testes. Frente a uma concorrência temível, a marca do cavalo rampante mostra as suas ambições para defender os títulos do ano anterior.

Uma temporada marcada por mudanças
O arranque do WEC para esta 14ª edição acontece num contexto particular. A categoria Hypercar, embora reforçada pela chegada de novos concorrentes como a Genesis Magma Racing, enfrenta ausências notáveis, incluindo a de Porsche. O construtor sul-coreano apresenta dois protótipos GMR-001 com pilotos de renome como André Lotterer e Luis Felipe “Pipo” Derani. Enquanto isso, a Ferrari, bicampeã em título, prepara-se para enfrentar uma oposição mais afiada do que nunca, com Hypercars revistas e corrigidas, como a TR010 Hybrid da Toyota e a M Hybrid V8 da BMW.
Sessão 1 – Ferrari arranca em grande estilo
O Prologue começou sob uma ligeira chuva no circuito de Imola. As condições eram delicadas, mas isso não impediu a Ferrari de brilhar. Desde o início, a AF Corse n°83 pilotada por Robert Kubica assumiu a liderança com um tempo de 1’42″524. A hierarquia foi-se definindo à medida que a pista melhorava. A Ferrari n°51 de Alessandro Pier Guidi rapidamente tomou a dianteira, antes que a Ferrari n°50 registasse um tempo impressionante de 1’40″048.
As bandeiras amarelas marcaram a sessão, especialmente devido a saídas de pista da Alpine e de uma Mercedes. Mas apesar destas interrupções, foi a Ferrari 499P n°51 que terminou com o melhor tempo de 1’31″586, à frente dos seus colegas de equipa. As Alpine A524 e Peugeot 9X8 também conseguiram destacar-se entre os melhores.

A Alpine A424 n°36 de Jules Gounon, Frederic Makowiecki e Victor Martins.
Sessão 2 – Ferrari mantém a sua dominância
A segunda sessão decorreu numa pista seca, permitindo aos pilotos ultrapassar os seus limites. Antonio Giovinazzi rapidamente reassumiu a liderança com um tempo de 1’31″845, relegando o restante do pelotão a mais de cinco décimos. As Ferraris n°50 e n°51 continuaram a aumentar a vantagem, enquanto a n°83 se intercalou entre elas.
O trio italiano conseguiu estabelecer uma clara dominância no circuito, deixando os outros concorrentes para trás. As duas Alpine e a Peugeot n°94 lutaram pelas restantes posições no top 6. No entanto, várias bandeiras vermelhas interromperam esta sessão, principalmente devido a acidentes menores e a um problema elétrico sinalizado pela FIA.

A AF Corse 499P n°83 de Robert Kubica, Yifei Ye e Philip Hanson.
Os franceses em emboscada
Do lado francês, a Alpine Endurance Team e a Peugeot TotalEnergies mostraram sinais promissores ao longo dos testes. A Alpine A524 e a Peugeot 9X8 frequentemente integraram o top 3, apesar da concorrência feroz. A Alpine espera concluir a sua aventura no WEC numa nota positiva antes da sua saída prevista no final da temporada, enquanto a Peugeot procura capitalizar os progressos realizados no ano passado.
Na categoria LMGT3, foi novamente a Ferrari que se destacou com a 296 LMGT3 Evo n°21 a registar o melhor tempo da manhã. Logan Sargeant também fez a sua estreia em resistência com a Ford Mustang Proton Competition n°88.
Rumo às 6 Horas de Imola
Com estas performances impressionantes durante o Prologue, a Ferrari apresenta-se como a grande favorita para as próximas 6 Horas de Imola. A competição promete ser mais acirrada do que nunca, com adversários prontos para atacar desde o início. As equipas devem afinar as suas estratégias e otimizar os seus ajustes antes desta primeira ronda crucial.
Em resumo
- Ferrari domina os testes com dois triplos.
- Genesis Magma Racing faz a sua entrada no campeonato.
- Os concorrentes como Toyota e BMW estão mais afiados do que nunca.
- As equipas francesas mostram sinais de competitividade.
- As próximas 6 Horas de Imola prometem ser emocionantes.
