Em um mundo onde a velocidade e a inovação se entrelaçam, Jean-Éric Vergne embarca em uma nova aventura com a Citroën na Fórmula E. Embora não tenha pontuado na E-Prix inaugural em São Paulo, o piloto francês demonstra uma confiança notável em relação ao futuro. Com evoluções técnicas no horizonte, ele parece pronto para transformar desafios em oportunidades.
Um olhar voltado para o futuro
Lançado em um desafio ambicioso na Fórmula E com a Citroën, Jean-Éric Vergne não se deixa abater por seu início difícil. Embora não tenha marcado pontos na E-Prix de São Paulo, seu olhar está fixo em um promissor ano de 2026. De fato, seu papel técnico será crucial não apenas para a Fórmula E, que está prestes a mudar de monoposto, mas também no Campeonato Mundial de Endurance (WEC) com o desenvolvimento do Hypercar na Peugeot. Para ele, esses dois mundos não são incompatíveis, mas sua gestão exige uma atenção especial.
Uma decisão cuidadosamente refletida
Em uma entrevista concedida à Motorsport.com, Vergne explicou: “Foi uma combinação de muitos fatores”. O piloto mencionou o desenvolvimento da Gen4, que chega no meio da temporada, assim como o da Peugeot. Esses elementos, combinados com considerações pessoais, o levaram a refletir seriamente sobre seu compromisso: “Eu não podia fazer tudo corretamente.”
Essa introspecção o levou a escolher não participar do WEC nesta temporada: “No ano em que eu voltar ao WEC, não haverá mais desenvolvimento da Gen4. Será um pouco mais simples.” Uma abordagem pragmática que testemunha sua vontade de otimizar seu desempenho em cada frente.
O fim de um capítulo técnico

A Fórmula E Gen4 para 2026-2027.
A Fórmula E entra na última campanha de sua terceira geração de monopostos. As expectativas são altas, especialmente após o anúncio das características da Gen4, que deve oferecer desempenhos espetaculares. Para Vergne, que compete nesta disciplina desde seus primórdios, é a oportunidade de fechar um capítulo que não o seduziu realmente. “Para mim, a Gen3 foi um passo para trás”, confessa.
Ele continua: “Talvez tivéssemos mais potência, mas o carro simplesmente não era bom o suficiente: sem aderência e não muito bonito também.” Um diagnóstico amargo, mas que abre caminho para uma nova esperança. “Estou feliz que este seja seu último ano. Mal posso esperar para ter o novo carro.”
Promessas tentadoras com a Gen4
Com seus 600 kW, ou mais de 800 cv, a Fórmula E que chegará em 2026-2027 gera grandes expectativas. Jean-Éric Vergne compartilha esse entusiasmo: “Ainda não pilotei a Gen4, mas alguns pilotos o fizeram e conversei com eles.” Sua impaciência é palpável: “Eu vi os dados. Conheço o desempenho deste novo carro e mal posso esperar para pilotá-lo.”
Ele chega a afirmar que essa evolução será decisiva para o campeonato: “Acho que será um enorme passo à frente para o campeonato, aos olhos de todos os pilotos, do mundo do automobilismo, dos fãs, de todo mundo.”
Uma nova era para a Fórmula E
As ambições de Vergne não param por aí. Ele vê na chegada da Gen4 um verdadeiro novo começo para a Fórmula E: “Estou convencido de que isso vai melhorar muito.” As promessas de uma tecnologia avançada e de um design mais atraente podem redefinir os padrões do campeonato.
Essa evolução não será apenas técnica; pode transformar a percepção do público em relação à Fórmula E. Vergne é claro sobre isso: “Isso pode ser mais fácil. Queremos fazer tudo para obter o melhor desempenho.”
Declarações coletadas por Federico Faturos


