Se você pensou que a era dos veículos elétricos marcava o fim dos carros a gasolina, engane-se! Enquanto as marcas ocidentais estão arrancando os cabelos diante do crescimento dos EVs chineses, estes últimos estão despejando um verdadeiro tsunami de carros a combustão nos mercados emergentes. É como se um gigante deprimido começasse a vender barras de chocolate para crianças famintas: há motivos para se preocupar.
Um despejo maciço de carros a gasolina
A China, enquanto se exibe com seus veículos elétricos, exporta milhões de carros com motor a combustão que não consegue mais vender em seu próprio território. A razão? O entusiasmo pelos veículos elétricos deixou os gigantes da indústria automotiva tradicional para trás, e agora eles se encontram com estoques de carros a gasolina que precisam ir a algum lugar. Uma situação cômica, não é mesmo?

Nesta imagem, um carro chinês, BAIC, parece pronto para conquistar novos mercados, representando perfeitamente esse movimento em direção à internacionalização dos fabricantes chineses. Enquanto os atores históricos europeus e americanos lutam para manter suas fatias de mercado no setor de veículos elétricos, ignoram um fato crucial: os carros a combustão continuam a existir, e não apenas em velhos filmes dos anos 80.
Um aumento preocupante
Desde 2020, cerca de três quartos das exportações automotivas da China são compostas por carros a combustão. Segundo Reuters, isso representa milhões de veículos prontos para invadir mercados outrora dominados por marcas estrangeiras. Imagine só: a China passou de exportar um milhão de veículos por ano para mais de 6,5 milhões este ano. Isso representa uma boa quantidade de carros a gasolina rodando em nossas estradas!
Uma oferta excedente no mercado interno
Esse dilúvio de exportações está diretamente ligado às políticas energéticas e industriais da China. Os subsídios governamentais criaram uma guerra de preços que devastou literalmente o mercado de carros a gasolina no país. Como resultado, a China agora possui uma capacidade excedente impressionante: suficiente para produzir 30 milhões de carros a combustão por ano. É como se tivéssemos uma cozinha cheia de bolos não vendidos após uma festa de aniversário fracassada.

Aqui está uma visão de um desses modelos: a BAIC está se abrindo caminho internacionalmente aproveitando esses excessos. Enquanto o resto do mundo teme os EVs, as marcas chinesas encontram sua felicidade fazendo rodar suas antigas glórias a gasolina.
Os mercados emergentes como novos campos de batalha
Para escoar seu inventário excedente, os fabricantes chineses não se contentam com um simples olhar no mapa mundial. Eles visam regiões onde a infraestrutura elétrica é inexistente e onde o poder aquisitivo é limitado. Alguém disse “campo de batalha”? A Europa Oriental, a América do Sul, a África e o Sudeste Asiático tornaram-se as novas arenas onde as marcas chinesas estão fazendo sucesso, devorando lenta mas seguramente as fatias de mercado deixadas vagas pelos gigantes ocidentais.
Empresas como SAIC, Dongfeng, BAIC e Changan, que outrora dependiam de joint ventures com a GM ou Nissan, encontram sua salvação no exterior. Por exemplo, a SAIC exportou mais de um milhão de veículos no ano passado. Enquanto isso, a Chery viu suas vendas globais saltarem de 700.000 unidades em 2020 para mais de 2,5 milhões em 2024, a maioria sendo, claro, carros a gasolina.

Esta imagem mostra um modelo da Dongfeng. Com um preço imbatível, ele atrai clientes com uma simplicidade desconcertante, como um bom e velho filme de ação que não requer raciocínio complexo para apreciar o espetáculo.
Os gigantes ocidentais sob pressão
Os fabricantes ocidentais finalmente começam a perceber que estão sendo superados não por EVs novíssimos, mas por esses carros a combustão baratos. No México, as marcas chinesas estão se apropriando de cerca de 14% do mercado, tomando assim seus clientes de marcas icônicas como Chevrolet e Ford. Na África do Sul, elas controlam 16% do mercado, embora vendam quase nenhum carro elétrico.
E no Chile? Um terço dos novos carros vendidos são chineses e a maioria ainda consome combustível. Talvez seja hora de os atores tradicionais acordarem e reagirem antes que suas fatias de mercado se tornem tão magras quanto um biscoito esfarelado.



O futuro: um mundo dominado pela China?
Então, onde tudo isso nos leva? Segundo algumas previsões, os fabricantes chineses adicionarão quatro milhões de vendas no exterior até 2030. Com esse crescimento combinado ao do mercado interno, poderíamos ver a China controlar quase um terço do mercado automotivo mundial em cinco anos. E você pode ter certeza de que essa ascensão não vai parar por aqui.

Como demonstra esta imagem mostrando um veículo com design inspirado no Nissan Frontier, vendido a um preço imbatível. Os chineses parecem determinados a passar a mensagem: “Venham até nós para suas necessidades automotivas.” E com uma estratégia comercial assim, quem poderia resistir?
Fontes oficiais:
