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Ferrari: alavanca em H para caixa automática, um regresso às origens?

A Ferrari prepara uma novidade para 4 de julho. O CEO da marca confirmou a chegada de um modelo inédito, que poderá ser uma versão revista da 12Cilindri. A última fuga de informação, proveniente de um registo de patente, revela uma tecnologia inesperada: uma alavanca de velocidades em H para uma transmissão automática. Uma ideia que evoca o passado, mas com um espírito decididamente moderno.

Uma 12Cilindri reinventada com um toque do passado

No próximo dia 4 de julho, a Ferrari irá desvendar um novo modelo, informação confirmada pelo CEO da marca. Este anúncio, feito durante uma conferência de concessionários em Las Vegas, já está a alimentar as mais loucas especulações. A hipótese mais persistente aponta para uma evolução da 12Cilindri, batizada 12Cilindri MM, que integraria uma sofisticada caixa de velocidades manual. Mas desta vez, a inovação parece vir de outro lado, de uma tecnologia que poderá reconciliar os puristas com a modernidade.

A alavanca em H, uma tecnologia de transmissão eletrónica

Um recente registo de patente vem lançar luz sobre o mistério. A Ferrari estaria a trabalhar num sistema de seletor de velocidades em H, batizado Engage Shift System (ESS), à semelhança do que a Koenigsegg propõe. Este sistema combina uma alavanca de velocidades clássica, que recorda as transmissões manuais de outrora, com uma unidade de controlo eletrónico. O conjunto integra também os botões de seleção dos modos de condução, familiares às caixas automáticas convencionais. A ideia é recuperar a sensação de uma alavanca manual, beneficiando simultaneamente da rapidez e precisão de uma caixa automática moderna.

Para além da simples sequência: uma nova gestão das relações

Uma caixa automática tradicional oferece uma seleção sequencial das relações, engrenando um único pinhão de cada vez, imediatamente acima ou abaixo da relação atual. A Ferrari, através desta nova patente, parece querer ultrapassar esta limitação. O sistema ESS, quando em modo manual, permitiria ao condutor selecionar diferentes relações consoante a situação de condução, mimetizando assim o comportamento de uma caixa manual. A diferença fundamental reside na ausência de ligação física: o movimento da alavanca desencadeia um sinal eletrónico.

Ferrari: alavanca em H para caixa automática, um regresso às origens?

O mistério da embraiagem

A patente não especifica se este novo sistema vem acompanhado de um terceiro pedal que simula a embraiagem, como acontece no sistema ESS da Koenigsegg. A presença ou ausência deste pedal terá um impacto significativo na experiência de condução e no público-alvo. Se o objetivo é recriar a emoção de uma caixa manual sem a complexidade de uma embraiagem tradicional, a Ferrari poderá atrair um público mais vasto, incluindo aqueles que apreciam o prazer de mudar de relação eles próprios, mas receiam a fadiga de uma condução em cidade com uma caixa manual.

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Um regresso às origens para seduzir os entusiastas?

Esta abordagem da Ferrari, se confirmada, poderá ser uma resposta audaciosa às críticas sobre a desumanização dos supercarros modernos. Ao propor uma alavanca de velocidades em H associada a uma transmissão automática, a marca de Maranello tenta casar o melhor dos dois mundos: o prazer tátil e a ligação emocional proporcionados por uma caixa manual, com o desempenho e a eficiência de uma transmissão moderna. Resta saber se esta inovação será reservada a um modelo de nicho ou se prefigura uma nova orientação para futuras Ferraris.

O que reter desta inovação da Ferrari

  • Uma caixa automática com controlo eletrónico: a alavanca em H é apenas uma interface, a transmissão continua a ser automática.
  • Simulação de caixa manual: o sistema visa reproduzir as sensações de uma alavanca manual clássica.
  • Potencial 12Cilindri MM: o novo modelo esperado para 4 de julho poderá inaugurar esta tecnologia.
  • Questão da embraiagem: a presença ou não de um pedal de embraiagem continua a ser um ponto chave.
  • Alvo dos puristas: a Ferrari procura seduzir os amantes da condução desportiva tradicional.
  • Uma ligação ao mundo da coleção: esta tecnologia poderá atrair colecionadores nostálgicos.